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quinta-feira, 23 de abril de 2015

O MOSSOROENSE NA ERA DE POLICOMIA

A EDIÇÃO Nº 11.382, DE 22 DE SETEMBRO DE 2002(DOM), PELA PRIMEIRA VEZ, O MOSSOROENSE FOI AS RUAS DE MOSSORÓ COLORIDO, COMO MOSTRA A MANCHETE NA FOTO ABAIXO - "NAS CORES DA FÉ"

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DORIAN JORGE FREIRE - 1975 - 1983

O momento chegou na noite de quarta-feira(22 de abril de 2005) e a emoção tomou conta do adeus de Dorian Jorge Freire, ontem, quando mais de 300 pessoas compareceram ao velório do jornalista que se estendeu durante todo o dia em sua residência.
Entre as pessoas que estavam presentes se encontravam políticos, jornalistas, artistas, além de curiosos que desejavam dar o último adeus a aquele que é considerado um dos maiores nomes do jornalismo do Rio Grande do Norte em todos os tempos. Entre as personalidades estava a prefeita Fafá Rosado, a deputada federal Sandra Rosado, a deputada estadual Larissa Rosado, o pesquisador Raimundo Brito, ex-ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Francisco Fausto, entre outros nomes.
Dorian morreu de falência múltipla dos órgãos às 21h50 da última quarta-feira, aos 71 anos, deixando como viúva dona Maria Cândida Freire com quem casou em 25 de maio de 1954, além de cinco filhos: Maria da Saudade, Raíssa, Jorge Freire, Dorian Filho e Luís Fausto.
Ele se tornou jornalista em 1948 quando começou a trabalhar em  O Mossoroense e desde então não parou de expandir a sua carreira, chegando a trabalhar em periódicos no eixo Rio/São Paulo, onde sofreu perseguições da Ditadura Militar nos anos 60/70.
Em 1975, retornou à terra-natal assumindo a direção de O Mossoroense, onde ficou até 1982 quando ingressou na imprensa natalense, trabalhando na Tribuna do Norte até se aposentar em meados da década de 80. A partir daí contribuiu como articulista do jornal Gazeta do Oeste até a internação que culminou com sua morte.
Entre suas principais obras estão 'Os Dias de Domingo' e 'Veredas do Meu Caminho'.
VIDA E FEITOS DO MESTRE DORIAN JORGE FREIRE
Com um estilo ousado, polêmico e inconfundível de fazer notícia, Dorian Jorge Freire sempre representou um marco no jornalismo e na literatura potiguar. O jornalista era muito criterioso em seus escritos.
O escrevinhador foi o sétimo diretor do jornal O Mossoroense, desde a sua fundação em 1872. Ele assumiu o cargo no período de 1975 a 1983. O jornalista teve uma passagem bastante significativa na imprensa potiguar. Foi colaborador dos seguintes impressos: Última Hora, Correio Paulistano, Diário Carioca, Tribuna do Norte, Diário de Natal, Editora Abril - revistas Escola e Saber.
Nos últimos 20 anos, Dorian Jorge Freire escrevia uma coluna dominical homônima no caderno cultural Expressão, do jornal Gazeta do Oeste. O seu primeiro contato com o meio jornalístico aconteceu oficialmente aos 16 anos, onde teve como 'escola' o jornal O Mossoroense. A partir daí, ele criou gosto e fez parte da imprensa paulista e carioca. Em São Paulo, enfrentou a ditadura militar e lançou o jornal alternativo de circulação nacional, Brasil Urgente. Em 1993, o jornalista Dorian Jorge Freire alcançou o primeiro lugar no ‘Prêmio Esam de Jornalismo’.
Durante sua vida jornalística, o talentoso Dorian entrevistou várias personalidades do mundo literário, da política e da cultura brasileira e internacional. Dentre eles, estão: Aldous Huxley, autor do clássico "Admirável Mundo Novo"; Jean-Paul Sartre, Prêmio Nobel de Literatura, autor do best-seller da filosofia "O Ser e o Nada" e dos livros "O Muro", "Com a Morte na Alma", "Sursis" e "As Palavras". O jornalista também teve contato com o líder cubano Fidel Castro, Elizabeth II, Craveiro Lopes, Raymond Cartier e Greene.
ORIGEM
Dorian nasceu no dia 14 de outubro de 1933, em Mossoró. Ele era filho de Jorge Freire de Andrade e Maria Dolores. A paixão pela leitura e escrita estava no sangue. O avô, João Freire, era jornalista no Ceará e fundou o jornal "O Jaguaribe". Jorge Freire de Andrade, seu pai, fundou em Mossoró revistas literárias e participou efetivamente dos movimentos intelectuais da cidade, na época.
Dorian lançou em 1991 os livros Veredas do Meu Caminho e Dias de Domingo. A sua terceira edição foi publicada pela Coleção Mossoroense, através do projeto Rota Batida, da Petróleo Brasileiro S/A (Petrobras).
A sua última aparição em público aconteceu durante a entrega do Prêmio de Jornalismo da Petrobras onde, mais uma vez, teve o seu nome lembrado em uma homenagem aos seus 57 anos de jornalismo, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado.
PRAÇA DA REDENÇÃO TERÁ AGORA NOME DO JORNALISTA
A prefeita Fafá Rosado assinou, no dia 22 de abril de 2005, decreto denominando a antiga Praça da Redenção, situada entre as ruas Almeida Castro e 30 de Setembro, de Praça Jornalista Dorian Jorge Freire.
Sobre Dorian Jorge Freire, a prefeita Fafá Rosado destacou: "O lado inquieto e observador do respeitável escritor e jornalista através do olhar permanente à sua terra-natal, tornaram-se imortais em seus textos. O sentimento de paixão pela vida e pela maneira de amar Mossoró foi o sustentáculo de sua existência", disse.
A praça se localiza justamente em frente à casa onde morava o jornalista até seus últimos dias. "Dorian era um historiador, um poeta que tinha uma vida marcante. Tinha a simbologia de morar em frente a uma praça que tem um monumento à liberdade, sem dúvida é um nome que ficará em nossa história", concluiu.
Hoje será publicado o decreto que denomina a antiga Praça da Redenção em Praça Jornalista Dorian Jorge Freire.   
DORIAN FOI REFERÊNCIA À IMPRENSA POTIGUAR
De forma bastante atuante, Dorian também foi membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras, do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (Icop) e da Academia Mossoroense de Letras, além de ter recebido várias homenagens de diversas instituições.
O seu nome é lembrado através de uma rua do bairro Nova Betânia, do auditório da Estação das Artes Eliseu Ventania e do Centro Acadêmico (CA) do curso de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).
O coordenador da Assessoria de Imprensa do Centro Acadêmico de Comunicação Social, Franklin Fernandes, informa sobre o luto do CA em razão do falecimento do seu patrono.
"A vida de Dorian Jorge Freire é espelho para todos os estudantes, pela sua ética profissional, pelas suas palavras sempre bem-vindas e pela dedicação e amor com os quais exercia essa profissão tão magnificente", relata Franklin.
O presidente do Centro Acadêmico Jornalista Dorian Jorge Freire, da Uern, Alessandro Oliveira, lembra que está decretado luto oficial de cinco dias a começar por ontem.
A jornalista Lúcia Rocha escreveu o seguinte texto sobre a vida do mestre: "Dorian nasceu em berço literário, sendo um leitor voraz desde a infância. Ainda rapaz, começou a escrever para jornais, assinando artigos sob o pseudônimo de Fenelon Gray. Logo levantou vôo para a capital paulista, onde atuou como repórter, editor, diretor e publicitário. Ali também cursou a faculdade de Direito. Na região sudeste, Dorian tem colecionado amizade com jornalistas, poetas e escritores de renome. Dono da biblioteca mais invejada da cidade, com mais de dez mil títulos, começou a montá-la na infância, seguindo exemplo dos pais. Dorian morre de saudades da capital paulista, onde passou a ditadura: não foi preso, não foi torturado, mas fecharam-lhe as portas para o mercado de trabalho; também atuou na imprensa natalense, mas sempre retornava para São Paulo, terra que nunca esquecera. Com três livros publicados, Dorian escrevia semanalmente uma coluna na Gazeta do Oeste, onde recordava os amigos e comentava os fatos do dia-a-dia da cidade, do país e do mundo".
JORNALISTAS FALAM DE MOMENTOS IMPORTANTES DE DORIAN JORGE FREIRE
Durante o velório de Dorian Jorge Freire, os jornalistas da cidade falaram sobre a importância que o jornalista teve na formação de suas carreiras e de momentos marcantes em que ele esteve envolvido.
Bem antes de ser homenageado pelos estudantes do curso de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) emprestando o seu nome para o Centro Acadêmico do curso, a primeira turma de jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realizou uma homenagem para o jornalista em meio a Ditadura Militar, que tanto o perseguiu, como relata o jornalista Aluísio Lacerda, que estava representando a governadora Wilma de Faria no velório. "Tivemos a ousadia de homenagear Dorian em pleno regime militar, o que causou incômodo à Reitoria da Universidade que tentou evitar que realizássemos nosso intento", rememora.
O secretário de Comunicação da prefeitura de Mossoró, Carlos Skarlack, conta que Dorian participou de um dos momentos mais importantes de sua carreira. "Quando eu estava na editoria da Gazeta do Oeste recebi um fax de Dorian, que se recuperava de um problema de saúde, se colocando à disposição do jornal para retomar a sua coluna. Naquele momento me senti privilegiado por receber de volta um jornalista como ele", lembra.
Para o jornalista Carlos Santos, Dorian o influenciou desde a sua infância. "Quando falo em Dorian vem à minha memória um aspecto que não se limita apenas à parte profissional, mas à minha infância como leitor da coluna 'Cota Zero' em O Mossoroense. Portanto tenho toda uma vida vinculada a seu talento", conclui.
O chargista Túlio Ratto, dono da revista Papangu, último meio de comunicação a entrevistar o jornalista, falou sobre a importância de Dorian para a sua revista. "Foi um orgulho para a revista entrevistar uma referência para a área como ele", comenta


FONTE – O MOSSOROENSE, DE 23 DE ABRIL DE 2005

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LAURO ESCÓSSIA

Lauro Escossia, natural de  Mossoró-RN, 14 de março de 1905 e faleceu no dia  19 de julho de 1988. Professor, jornalista e escitor. Considerado decano da imprensa mossoroense. Seu amor ao jornalismo e ao Mossoroense, o levava algumas vezes a fazer o próprio jornal, sendo repórtes, redator, gráfico, além de Direto. Antes já havia trabalhado no jornal como repórter no mesmo periódico tendo como ponto alto em 1927 quando foi o responsável pela cobertura da invasão do bando de Lampião a capital do Oeste, ocasião em que ele conseguiu entrevistar o cangaceiro Jararaca antes mesmo que o mesmo fosse interrogado pela polícia. Este é considerado um dos maiores furos de reportagem da história da imprensa potiguar, graças a isso o jornal, com 5.400 exemplares vendidos, atingiu a maior vendagem de sua história.
Lauro da Escóssia casou-se duas vezes a primeira delas com Dolora Azevedo do Couto Escóssia com quem teve 8 filhos, após a morte dela casou com Lourdes Alves da Escóssia adotandos seus filhos, com ela se manteve casado até a sua morte em 19 de julho de 1988. "Lauro foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, foi meu amigo, companheiro e marido. Tanto é que após a sua morte nunca mais casei. Em nossa vida nunca houve cansaço nem de minha parte nem da dele. Em minha mente está sempre a impressão de que ele está viajando, quando isso acontece sinto muita paz", conta sua esposa Lourdes Escóssia.
Segundo seus familiares Lauro da Escóssia era dono de um temperamento muito explosivo. "Lauro trazia no sangue o arrebatamento e a impetuosidade de seu avô, Jeremias. Panfletário e sem medo herdou tantos traços de identificação, revelados nas suas ações e reações, por vezes bruscas, senão violentas, que sempre reclamam conduta irredutível, coragem e espírito de deliberação", assim foi descrito pelo ex-prefeito de Mossoró Raimundo Nonato em depoimento para o livro 'Escóssia' de autoria do jornalista Cid Augusto.
Apesar do temperamento forte Lauro da Escóssia era um homem que não guardava rancores. "Papai estourava, mas dali a dois minutos já estava bonzinho", revelou sua filha Margarida Escóssia.
A sua relação com os filhos era muita aberta e pautada pelo carinho. "Papai era um homem à frente de seu tempo absorvia muito bem as mudanças e era muito atencioso com todos nós, a única ressalva que ele tinha com a gente era quando a gente ia para a churrascaria O Sujeito (onde hoje se localiza o clube Carcará), como ele nunca podia ir e mamãe sempre ia conosco ele dizia brincando que a gente seria levado pelo rio e parar em Porto Franco (atual Grossos)", conta Margarida.  
Essa boa relação com os filhos se repetiu com os seus netos também, a recíproca por parte dos netos era verdadeira tanto que todos eles lhe chamavam de Vôzinho. "Me recordo como se fosse hoje das conversas do meu avô, ele era um homem muito centrado em si, pensava um pouco pra falar, mas suas palavras eram sempre sábias, tinha o poder de nos dar segurança quando era abordado sobre qualquer assunto. Lauro da Escóssia não foi só um grande jornalista, ele foi também um grande avô e sempre encontrava hora para nós, por isso todos nós netos chamavam ele de Vôzinho", afirma Daniele da Escóssia.
Apesar de fazer história em Mossoró Lauro da Escóssia era um homem de hábitos simples. "A falta de vaidade de Papai era tão grande que ele fazia questão de ter apenas um par de sapatos. O prato preferido dele era bolo de leite, diabético, ele pagava para a empregada comprar o bolo escondido da gente", conta Margarida da Escóssia.
Lauro não fazia distinção entre seus amigos tanto podia ser amigo dos mais ilustres como dos mais simples. A prova disso é que duas de suas grandes amizades foram o ex-governador Dix-sept Rosado (falecido em 1951) e o pedreiro Francisco Constantino o 'Chico Boseira'. "A amizade de papai com Dix-sept era desde os tempos de prefeitura, quando ele foi secretário, a fidelidade era tamanha que um dia o ex-governador pouco antes de falecer pediu para papai guardar um bilhete em segredo o que ele fez até o final da vida. Já com Chico era uma amizade muito divertida, eles conversavam e se davam muito bem, ele brincava muito com Chico chamando ele de poliglota porque ele fazia de um tudo era pedreiro, encanador e eletricista", revela Margarida.
'Chico Boseira', ainda está vivo e relembra a sua relação com o amigo. "Quando lembro do meu amigo, vem duas coisas a minha memória: a primeira era que ele dizia que eu era seu filho mais velho e a segunda eram as nossas conversas sempre descontraídas ele sempre pedia para eu contar anedotas e fazer cantigas populares. Até o meu apelido quem colocou foi Lauro, antes me chamavam de 'Chico Roseira' porque todos jardins que plantava davam certo, uma vez ele pediu para eu fazer um para um na sua casa e as plantas morreram e ficou tudo sujo aí ele mudou o meu apelido", diz.
O seu grande prazer nas horas de descanso era ir ao Sítio Senegal, localizado em Alagoinha, que levava esse nome por ser muito seco. Lá ele ia tomar conta das cabras e galinhas que criava.
Nos últimos dias de sua vida, Lauro da Escóssia esteve muito doente, mas não perdia o bom humor. "Ele sempre estava de bom humor independente das doenças das doenças que lhe atingiam", conta a viúva Lourdes Escóssia.
FONTE – O MOSSOROENSE E RUAS E PATRONOS DE MOSSORÓ, DE RAIMUNDO SOARES DE BRITO

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É PRECISO SABER USAR DA LIBERDADE. COM ELA CENSURAMOS OU APLAUDIMOS O QUE DEVE SER CENSURADO E O QUE DEVE SER APLAUDIDO. MAS NÃO PODEMOS ABUSAR DESSE PRIVILÉGIO PARA ASSUMIR ATITUDE QUE NÃO CONDIZEM COM A CIVILIDADE OU COM A DECÊNCIA. VERIFICAMOS QUE A IMENSA MAIORIA DOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO PERTENCEM A GRUPOS POLÍTICOS, DAÍ AS "INFORMAÇÕES" NA MAIORIA, NÃO POLÍTICAS E SIM, POLITIQUEIRAS, OU SEJA, UM GRUPO QUERENDO DERROTAR O OUTRO. É UMA VERGONHA! QUEM ESTÁ NA SITUAÇÃO, O POLÍTICO PODE SER O PIOR DO MUNDO, MAS PARA EMPREGADO ELE É O DEUS DA TERRA; NO LADO DA OPOSIÇÃO, O RADIALISTA OU JORNALISTA PASSA PARA A POPULAÇÃO QUE O GOVERNO NÃO FAZ NADA, PORÉM, NO INSTANTE QUE O PODER EXECUTIVO PASSA A INVESTIR NO TAL MEIO DE COMUNICAÇÃO, ATRAVÉS DE PROPOGANDA OU DAR UM CARGO COMISSIONADO AO DONO, AÍ, LOGO JORNAL, A EMISSORA E A TELEVISÃO MUDA O DISCURSO. DAÍ, COMO FICA O COMUNICADOR QUE ANTES FALAVA MAL DE TAL POLÍTICO, TER QUE PASSAR A ELOGIÁ-LO!!!